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Smart Money: o dinheiro inteligente que transforma negócios

As startups ganharam muito espaço dentre os modelos de negócios nos últimos anos. Elas trabalham essencialmente com tecnologia para negócios escaláveis. A ABStartups mapeou mais de 13.600 startups em atuação por todo o Brasil que estão se dedicando a gerar produtos e soluções inovadoras para todos os segmentos de mercado. E como elas podem ter mais sucesso, se mostrar e ganhar relevância?

Não é apenas o recurso financeiro que conta para o crescimento das startups. O chamado Smart Money – ou dinheiro inteligente – também agrega grande diferencial para que elas possam aperfeiçoar seus projetos e transformá-los em modelos de negócios escaláveis. Contar com o apoio e a expertise de quem já lida com o mercado, é essencial. Participar de hubs, se dedicarem a programas de aceleração e desafios de startups fazem parte de um combo perfeito de Smart Money.

“Para que as startups tenham maior evidência, visibilidade para investidores e, quem sabe, receber um aporte para investir em crescimento, é importante acumular experiência e conhecimento”, afirma Fernando Patara, Co-fundador e Head de Inovação e Relacionamento com Investidores do Arena Hub.

O maior centro de inovação e empreendedorismo esportivo da América Latina voltado para o esporte tem como missão reunir players do setor e fortalecer a indústria esportiva. Para isso, conta com mentorias, desafios, programas de aceleração e incentiva a troca de conhecimento entre os participantes. O objetivo é viabilizar meios de crescimento das startups, gerar conexões e negócios, além de garantir que o dinheiro inteligente seja bem aproveitado. Fernando Patara identifica algumas formas importantes de absorver os melhores benefícios do Smart Money e se tornarem negócios viáveis, rentáveis e escaláveis.

• Programas de Aceleração – Além de aportes financeiros, participar dessas iniciativas é ter mais oportunidades de impulsionar os negócios e ter tração suficiente para ganhar o mercado de atuação. Os programas de aceleração são essenciais para receber e gerar insights, aperfeiçoar o modelo de negócio e alavancar oportunidades.

• Desafios – A participação de desafios entre startups também proporciona muita troca de conhecimento, desperta o senso de criatividade e promove evidência para as startups. Inserido também na questão de Smart Money, há possibilidade de participar de desafios em que haja premiações e aportes financeiros como incentivo ao desenvolvimento da ideia.

• Hubs de nicho – Participar de ecossistemas que reúnam players do mesmo setor é estar em ambientes favoráveis à inovação, criatividade e conhecimento. Mentorias, hackdays, demo days, além de acelerações e desafios são constantemente organizados para incentivar o compartilhamento de conhecimento, técnica e prática.

• Eventos do segmento – Estar sempre ativo em eventos do segmento e comunidades do setor de atuação garante aumento de network e viabilizar possibilidades de novos interessados em adquirir a solução, ampliar possibilidades e se mostrar para o mercado.

• Mentorias com especialistas – Estar conectado a profissionais experientes e que têm muito conhecimento a agregar é essencial. Mentorias com experts em modelos de negócios escaláveis, que irão compartilhar experiências e cases de sucesso, podem gerar insights importantes para os empreendedores.

“Além de aportes financeiros, participar de ambientes que proporcionem conhecimento, incentivem a inovação e contem com profissionais experientes é um diferencial. No Arena Hub, por exemplo, temos uma rede de mentores, atualizada mensalmente e que oferece ao ecossistema uma infinidade de conteúdos que farão as startups crescerem”, explica Patara.

Cada etapa de captação de investimento necessita de um perfil de investidor diferente. Nas etapas iniciais, a presença de um investidor atuante dentro da startup auxilia em validações de modelos de negócios, produtos e serviços e alcance. Gerar network se faz fundamental ao êxito do projeto, quebrando barreiras que, por vezes, distanciam o empreendedor do sucesso, normalmente isso ocorre nas fases de ideação, MVP – Minimum Viable Product ou Produto Mínimo Viável, e Pré-PMF – Product Market Fit ou adequação do produto ao mercado. Para Fernando Patara, ter aliados durante a jornada de desenvolvimento dos negócios faz com que o objetivo seja atingido mais rapidamente, com profissionalismo e conhecimento.

A presença de um Smart Money em etapas de MVP aceleram a presença e aderência dos produtos e serviços ao mercado, pois atuam como validadores da startup. “É indiscutível que o investimento funciona como um alavancador de negócios, porém identificar o perfil do seu investidor é super importante para o bom desempenho da sua startup. Deve-se entender se ele terá interferência na governança da empresa ou limitando a veia criativa do empreendedor. Um bom investidor é aquele que viabiliza o recurso e ainda entrega subsídios de conhecimento e network para o desenvolvimento do empreendedor e de sua startup”, afirma o executivo.

Ecossistemas e iniciativas incentivadores

O Arena Hub é um centro de inovação dedicado a alavancar negócios relacionados ao esporte. Tendo a Ambev como mantenedora, o ecossistema reúne mais de 90 startups associadas, 40 entidades esportivas e mais de 30 parceiros nacionais e internacionais conectados em prol da indústria do esporte. Em 2020, o Arena Hub realizou o desafio Like a Player, em parceria com o Sebrae, no qual participaram mais de 90 startups. Em 2021, está em andamento com o programa de aceleração Podium Labs, Desafio Confut e Desafio Golaço Ambev by Arena Hub, além de mentorias com especialistas experientes.

No centro de inovação esportivo a diversificação de modalidades e as formas de gestão e de pensamento são fatores determinantes para a construção de um modelo de negócio em que há ganhos para todos. As mentorias, hackdays, desafios e networking proporcionado no ecossistema são apenas algumas ações para o fortalecimento da indústria esportiva. A troca de conhecimento, experiências e insights é mandatória para o sucesso.

“Foi-se a época de trancar os segredos a sete chaves. As provocações e questionamentos dos mentores, por exemplo, ajudam a ver os negócios com outros olhos, encurtam caminhos e previnem muitos erros. A troca de experiências abre a mente para novas oportunidades, novos mercados. Uma conversa ou um insight é o suficiente para que sejam feitos ajustes no modelo de negócios ou na plataforma tecnológica. Isso faz toda a diferença no crescimento e no sucesso do negócio”, complementa Rafael Mangabeira, CEO da Fanbase.

Focada em engajamento de fãs e vencedora do desafio Like a Player, do Arena Hub em parceria com o Sebrae, a Fanbase tem procurado aproveitar todas as oportunidades para crescer. “Apesar de o mercado ser gigante e as ineficiências no setor serem maiores ainda, o segmento de Sportechs ainda é muito novo e existem algumas barreiras a serem rompidas e iniciativas como programas de aceleração e desafios surgem para ajudar a quebrar estes paradigmas, educar o mercado, abrir portas e mostrar aos investidores o tamanho do potencial do setor”, diz Mangabeira.

Para 2021, o Programa de Aceleração Podium Labs está em andamento com startups que são mentoreadas por profissionais experientes e elas se dedicam a entregar uma solução para o setor. Seis startups foram convocadas e a iniciativa tem o apoio da Catarina Capital, primeira gestora de investimento alternativos focada exclusivamente em empresas de base tecnológica do Brasil. A empresa desenvolve produtos financeiros que variam de Venture Capital a Fundos de Bolsa, com o objetivo de conectar o mercado de capitais aos ecossistemas de inovação. As selecionadas foram: Armatore, Esporte Educa, Fanbase, Genesis Training, Joga+ e More Skills.

Pela primeira vez em um programa de aceleração, a startup Joga+ ainda conta com investimento próprio e tem expectativas altas. “Um programa de aceleração significa alcançar voos ainda mais altos e mais rápidos. Adiantar resultados no curto e médio prazos que talvez fôssemos conseguir apenas no longo prazo. Além disso, as trocas e conexões são muito importantes para que todo o ecossistema prospere, pois a inovação pode vir de qualquer lugar”, explica Clayton Rocha, Co-founder da Joga+.

Outro ganho da conexão é o networking, importante impulsionador para novos negócios e aperfeiçoamento de estratégias percebido por Sidnei Loureiro, CEO da Genesis Training. “Além de diferentes iniciativas incentivadas por um ambiente como o Arena Hub, a conexão com as Confederações, Federações Esportivas e Clubes pode potencializar a criação de novas escolas de ensino de esporte em diversas modalidades e o sistema da Genesis resolve os principais pontos de dor destes agentes estratégicos do segmento”, explica.

Para Rodrigo Santos (Rodro), CEO da More Skills, para avançar no modelo de negócio, é ideal abrir a mente. “É preciso estar disposto a desapegar das crenças pessoais e a ouvir, e principalmente, a praticar o que se aprende com os conteúdos e pessoas que participam dessas iniciativas. Este é o maior desafio. Sem dúvidas, ter parceiros que colaboram na jornada de empreender é gratificante e de valor inestimável, entretanto, é sempre preciso estar atento em praticar o que se aprende”.

Já Ivan Ballesteros, fundador e CEO da Esporte Educa, o desafio de empreender também é colocado à prova em qualquer segmento. “Para muitos empreendedores, a startup é mais que um negócio, é uma missão de vida! Para não precisarmos passar pela rotina desgastante sozinhos, podemos contar com pessoas experientes para nos ajudar nos momentos mais diversos de aprendizagem e tomada de decisão ao participar de programas de aceleração ou ter um advisor”, explica.

Alto valor agregado

Na opinião de Rodrigo Santos (Rodro), CEO da More Skills, os programas de aceleração fazem parte de um dos pilares da nova economia. “O Brasil tem muita gente com sede de empreender, entretanto, apenas vontade não basta. Fazer uma ideia ganhar escala exige técnica e conhecimento. É nesse contexto que entendo que os programas de aceleração fazem a diferença para os empreendedores”, diz.

O principal receio dos empreendedores é errar e que os erros não dêem vazão aos negócios. Segundo Fernando A. Fleury, CEO e fundador da Armatore Market + Science, iniciativas como programas de aceleração, mentorias e desafios são essenciais. “As iniciativas ajudam a evitar erros que podem destruir boas ideias. Elas nos ajudam a entender se estamos realmente prontos para vencer os desafios que enxergamos antes dos outros, nos incentivam a testar os nossos modelos, seja por meio de MVPs ou POCs. Muitas idas e vindas com os modelos, por vezes, se fazem necessárias antes de podermos ir em frente e colocar o conceito no mercado”.

Para Ivan Ballesteros, fundador e CEO da Esporte Educa, o maior benefício ao participar de um programa de aceleração e contar com o smart money dessas ações é a economia de tempo. “Todos os benefícios de estar em um ecossistema inovador e incentivador contribuem para a aceleração do negócio de modo que ele evolua e avance algumas etapas mais rápido do que conseguiríamos seguindo sozinhos, muitas vezes até nos protegendo de alguns erros na jornada”, explica.

Como resultado, além de evitar erros, ter insights e lapidar os modelos de negócios, as startups ganham muito mais. Segundo Sidnei Loureiro, CEO da Genesis Training, além de boas práticas, a participação em acelerações permite melhor entendimento da necessidade de clientes estratégicos, permitindo assim o oferecimento de uma solução mais aderente ao mercado. “Os programas de aceleração permitem a conexão com os principais agentes do cenário nacional do esporte. Assim, potencializa o impacto de nossa empresa no mercado, bem como, agrega conhecimento estratégico e dinheiro qualificado para a escala do negócio”, explica.

Projetos do Arena Hub

A AmBev, mantenedora do Arena Hub, também promove o desafio Golaço – AmBev by Arena Hub. A ação é destinada às startups que se dediquem a elaborar projetos relacionados ao engajamento de fãs, estádios e arenas inteligentes. Os produtos e serviços selecionados pela AmBev poderão ser utilizados pela companhia, com impacto para todo o mercado. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo site https://www.ambev.com.br/desafio-golaco até o dia 01 de outubro. As cinco finalistas serão incubadas por três meses para receberem todo o suporte e apoio para desenvolver seus projetos e receberão R﹩20 mil, cada uma.

Desafio CONFUT Nordeste está em andamento com XX startups de todo o Brasil. O objetivo da ação é incentivar soluções para o esporte desenvolvidas por empresas e startups. As três startups finalistas terão a oportunidade de apresentarem seus pitchs na segunda edição da CONFUT Nordeste para importantes nomes do setor. O evento está agendado para outubro de 2021, em Maceió (AL).

Em 2020, o Arena Hub em parceria com o Sebrae lançaram o desafio Like a Boss, no qual mais de 90 startups de todo o Brasil se inscreveram. A grande vencedora foi a Fanbase.

Programa de Internacionalização com a Startup Lisboa foi lançado em 2021 apenas para startups associadas ao Arena Hub. Este é um passo para que o ecossistema esteja em iniciativas além do território nacional.

As mentorias com profissionais experientes em inovação, negócios e esportes têm sido constantes. A cada mês há um especialista compartilhando conhecimento e impulsionando os negócios do ecossistema formado pelo Arena Hub.

Startups aceleradas por meio do Podium Labs

Armatore Market + Science
A Armatore é uma agência de inovação que usa Ciência de Dados para analisar comportamentos do consumidor, de marcas e empresas e propor soluções inovadoras. Ao longo dos pouco mais de 3 anos já atenderam mais de 15 clientes, como: Arena Corinthians, Arena Maracanã, Fluminense, Ceará, América-MG, Atlético-MG, PUMA, Federação Paulista de Atletismo, Pacto Pelo Esporte.

Esporte Educa
A Esporte Educa existe para simplificar a conexão entre o Esporte e a Educação, com o propósito sócio-econômico de criar uma nova geração de esportistas/alunos no Brasil, incentivando a prática esportiva aliada à educação. A startup já apoiou mais de 400 jovens esportistas a conciliar estudo e esporte com bolsas de estudo em instituições de ensino brasileiras.

Fanbase
A Fanbase é um Saas que oferece uma visão completa do fã para entidades esportivas, de entretenimento, e-sports, produtores de conteúdo e outros. A startup centraliza todos os dados internos e de terceiros e oferece uma visão única do fã, maximizando a monetização e o LTV do fã. Com início da jornada comercial em março de 2021, tem quatro clientes importantes e diversas propostas na rua. Foi a vencedora do desafio Like a Player, do Arena Hub em parceria com o Sebrae, em 2020.

Genesis Training

A Genesis Training desenvolveu um sistema de gestão metodológica do processo de ensino de esportes com ferramentas administrativas de gestão, monitoramento de resultados e elaboração de relatórios de performance individualizados ou em grupo. Hoje possui 89 clientes em 17 modalidades esportivas diferentes, entre eles grandes redes de escolas de esportes como as Escolinhas do Flamengo, Corinthians, Vasco, Vôlei do Bernardinho, Futsal do Magnus.

Joga+
A Joga+ é um aplicativo que reúne jogadores de times amadores e de várzea de futsal, campo ou Fut7, para que possam organizar seus jogos e torneios de forma digitalizada. O app está no ar há pouco tempo, mas já conta com cerca de 1000 times na base.

More Skills
A More Skills é uma plataforma de cursos online que permite aos usuários aprenderem na prática os ensinamentos de profissionais renomados em suas áreas de atuação e especialidades. A startup tem cerca de 4 mil usuários cadastrados.

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