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História de jogador de futebol em cadeira de rodas vira livro

A história de Ramon de Freitas, primeiro jogador de Power Soccer (futebol em cadeira de rodas motorizada) da América Latina, foi transformada em livro infantojuvenil, de autoria de Fernanda Batista e Patrícia Vigário, com patrocínio da Sarepta Farmacêutica, Casa Hunter e apoio da Febraras e APN.


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O livro “O Gol de Rodas”, publicado pela Construtores de Memórias, será lançado hoje, numa live no canal da Casa Hunter, no YouTube , às 18h. A data celebra o Dia Mundial de Conscientização para Distrofia Muscular de Duchenne (DMD), doença neuromuscular grave que afeta em torno de 60 mil brasileiros, a maioria meninos .

O mediador da live será Bernardo Borges, jornalista que convive com a DMD, as autoras Fernanda Batista, fisioterapeuta respiratória dos atletas do Novo Ser, Patrícia Vigário, pesquisadora em Ciências da Reabilitação, Rosana Castor, técnica do time, e Liliana e Alberto de Freitas, pais de Ramon.

Em um primeiro momento, as vendas serão pelo site ogolderodas.com.br, que traz como ferramenta de acessibilidade uma versão em audiobook, que pode ser acessada em QR Code pela primeira página do livro impresso. O preço da unidade será R﹩ 24,90 e os lucros serão revertidos para o time de Power Soccer Novo Ser.

Na divulgação do projeto estará o Edu, personagem da Turma da Mônica, que é portador de DMD. Edu foi criado numa parceria entre a Sarepta e a Mauricio de Sousa Produções, no projeto editorial “Cada Passo Importa”. A iniciativa pretende popularizar informações sobre a patologia e fortalecer a campanha para o diagnóstico precoce, imprescindível para a longevidade e qualidade de vida dos pacientes.

Quem foi Ramon de Freitas

Aos dois anos, Ramon de Freitas ganhou a primeira bola. Com ela nasceu o destino: ser craque. O assunto preferido passou a ser futebol, o esporte ocupou seu pensamento e as paredes do quarto com cartazes do Flamengo e do grande ídolo, Zico. O caminho traçado para ele era um só: respirar futebol, virar atleta e conquistar títulos.

Mas aos sete anos, Ramon foi diagnosticado com Distrofia Muscular de Duchenne (DMD), doença genética neuromuscular rara e incurável, herdada de mãe para filho. Aos 14, após muitas recusas, foi para cadeira de rodas. Aos 20, entrou em depressão. Seu sonho escapou. Ou foi o que pareceu, até que Ramon descobriu o Power Soccer, futebol em cadeiras de rodas. O entusiasmo foi repentino, Ramon não teve dúvidas em se entregar ao esporte que acabaria por ressignificar sua vida. Alimentou-se uma vez mais de propósitos, fez novos amigos e passou encarar sua doença com mais leveza.

Ramon se tornou o primeiro jogador de Power Soccer da América Latina, em 2011. Não demorou para surgir o primeiro time e uma técnica. Aprenderam juntos as regras durante os treinos. Pioneirismos na história de Ramon: tricampeão nacional, vencedor da Libertadores. Inspirados no time de Ramon, o Novo Ser, foram criadas quatro equipes no país (Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e Curitiba), dez na Argentina e seis no Uruguai. Sem contar que a batalha para que o Power Soccer vire modalidade Paraolímpica nunca foi tão acirrada.

“Ramon de Freitas é um herói do cotidiano, desses que traçam trajetórias extraordinárias e impactam positivamente muitas outras pessoas, um símbolo de luta para o Brasil, uma biografia que todos deveriam conhecer”, diz o comunicado divulgado para a imprensa.

Ramon faleceu em 2016, aos 25 anos, um ano após conquistar a Libertadores. Por sua dedicação ao esporte, no ano seguinte o troféu do torneio internacional foi batizado com seu nome: Ramon de Freitas, o craque da cadeira de rodas motorizada.